20 março 2020

Ficar em casa, combater o vírus

Ficar em casa, combater o vírus - conselho antigo, ilustrado numa iluminura medieval que retrata a peste vivida naquela época.
Para preencher os dias que correm lentos e em isolamento social, há tempo para revisitar o passado e... sorrir.


Imagem: Horae ad usum Parisiensem [Grandes Horas de Jean de Berry]
Iluminura por Jacquemart de Hesdin
Paris, 1400-1410
Bibliothèque nationale de France
https://c.bnf.fr/FXv

Fonte: https://www.facebook.com/a.muse.artes/

“Não é fácil resistir à melancolia de olhar pela janela e ver o mundo lá fora. Mas a epidemia vai passar”

Por sugestão das Rede das Bibliotecas Escolares (RBE https://www.facebook.com/rbeportugal/), chegou-nos este texto do "Expresso"



 “Não é fácil resistir à melancolia de olhar pela janela e ver o mundo lá fora. Mas a epidemia vai passar”

O psiquiatra Daniel Sampaio explica como as famílias podem lidar com uma situação prolongada de confinamento. Ensina o que se deve fazer com a exuberância dos adolescentes, a sua maior especialidade, e com a experiência de quem já viu muito ao longo de 74 anos, reconhece que a prova não será fácil para ninguém, mas lembra também que a História já ensinou que tudo passa e também esta epidemia vai ter um fim


visitar museus sem sair de casa

O que têm em comum o Castello di Rivoli Museo d’Arte Contemporânea, em Turim, o Museu do Chiado (de Arte Contemporânea), em Lisboa, o Museu do Prado, em Madrid, e o Metropolitan Museum, em Nova Iorque?
Contrariando as distâncias, estão todos na web e ensaiam novos discursos. 
(https://amusearte.hypotheses.org/6215?fbclid=IwAR06kb8zpFb3D-NFKCqt4lXY_R-T2cUuanKav0pZqlr9XMVR3poYfbJja9Y)

Ficar em casa (#ficaremcasa; #stayathome) tornou-se o tema destes estranhos dias. De repente, tomamos consciência de que o mundo é efetivamente global, enquanto os nossos universos pessoais se tornam infinitamente mais pequenos e confinados.
O mundo virtual está ao nosso alcance e, sem sairmos de casa, permite-nos aprender e alargar conhecimentos nas mais variadas áreas dos saber e nos mais diversos espaços geográficos, porventura em alguns onde nunca nos levarão as viagens da nossa vida.
Guggenheim Museum, New York

Visitar o museu Gulbenkian, percorrer as salas, aproximar a visão das peças um dos melhores museus de Portugal, o Museu Calouste Gulbenkian, através das suas duas coleções, que nos transportam desde o Antigo Egito até aos dias de hoje; contemplar o património do nosso clube de futebol; visualizar o Convento/Palácio Nacional de Mafra em 3D; conhecer a História da rádio e da televisão em Portugal através do espólio guardado pela RTP; entrar no Museu da Presidência da República, ou Museu do fado, em Lisboa; ir a Itália conhecer a Capela Sistina e os Museus do Vaticano, ou o Museu Oscar Nyemeier em Curitiba, no Brasil; dar um "saltinho" a Paris e "entrar" no museu mais visitado do mundo, o Louvre; ver os dinossauros e acompanhar a história da terra no Museu de História Natural de Nova York; apreciar obras da antiga civilização mesopotâmica preservadas no Museu Nacional do Iraque; ir à Pinacoteca de Munique,  à Galeria Uffizi, em Florença; visitar o icónico British Museum, o Gugenheim, em Bilbao ou em NY, O Rijksmuseum, em Amesterdão, o Pergamon, em Berlim, o Museu Nacional de Antroplogia do México, o Museu do Automóvel, o do Cinema,  do Teatro, o da Farmácia, o da Ciência, o do Azulejo, ... enfim as possibilidades são imensas, é só fazer uma pesquisa, aceitar o desafio e partir em aventuras de descobertas e maravilhamentos.

"Nas últimas décadas, os museus e os sítios patrimoniais, como as bibliotecas, aos teatros, as salas de concerto, têm vindo a experimentar e a realizar projetos digitais, ensaiando a comunicação virtual, não como alternativa, mas como complemento das suas ofertas convencionais (Crane, Bamman, & Jones, 2008).

São as Humanidades Digitais!












19 março 2020

Dois livros e um filme para o DIA do PAI

Sabemos que este Dia do Pai foi diferente. Provavelmente não foi trabalhar, trabalhou em casa ou foi para o seu emprego habitual, porque era necessário e imperioso fazê-lo, apesar dos tempos que correm.
Porém e para qualquer circunstância, a BE-ESJE sugere dois títulos das listas do Plano Nacional de Leitura, projeto Ler+, e um filme para este dia. O linha condutora destas  sugestões é o cinema.

Ora vejamos e leiamos:

- "Um pai de filme", de António Skármeta.


Do mesmo autor de "O carteiro de Pablo Neruda", este é um livro recomendado pelo projeto Ler+ do Plano Nacional de Leitura. António Skármeta é um escrito chileno que vive na Alemanha  desde 1973 e tem outras obras notáveis como "A rapariga do trombone" e " A dança da Victória".
Da sinopse do livro (wook.pt) sobressai o seguinte:
"Numa aldeia decadente e remota do Chile, onde uma simples ida ao cinema ou ao bordel implica uma viagem num velho comboio, também ele em vias de extinção, vive, com a sua mãe, um jovem professor primário cheio de sonhos literários e o natural desejo de encontrar o amor e descobrir o sexo.
Nesse microcosmos, personagens magistralmente retratadas pelo autor vivem as suas vidas modestas, mas nem por isso desprovidas de sentimentos e ambições - a sua mãe, Cristián, o padeiro e grande amigo do seu pai, um francês que se foi embora da terra no próprio dia em que o mestre-escola, concluído o seu curso, regressavam, as atraentes e casadoiras irmãs Gutiérrez, irmãs do seu aluno Augusto, um jovem de 15 anos, obcecado pelo desejo de perder a virgindade e ir pela primeira vez para a cama com uma mulher, outros alunos e uma prostituta que gosta de Geografia. Sem nada que o fizesse prever, aparece também Emílio, "comme Zola", um bebé, filho ilegítimo do seu pai.
A acção é breve, mas intensa, e no final, Jacques, o professor, mais maduro, resolve os problemas sentimentais próprios e os daqueles que lhe são próximos."

Wook.pt - Um Pai de Filme



- " O clube  de cinema", de David Gilmour.

Trata-se de uma obra aconselhada pelo projeto Ler+ do Plano Nacional de Leitura, pelo que os pais podem partilhá-lo com os filhos  adolescentes. Transcrevemos a sinopse do sítio "wook.pt" para melhor apresentação: "Quando o seu filho Jesse tinha 15 anos, David Gilmour tomou uma decisão que muitos pais e educadores considerariam radical: deixou o filho desistir da escola. Esta decisão, contudo, não teve nada de simples ou fácil. Ao ver o filho debater-se com a falta de motivação e as dificuldades em estudar, concentrar-se e ter notas positivas, David Gilmour percebeu que talvez a escola não fosse o ambiente ideal de aprendizagem para o filho - e que as probabilidades de que ele não acabasse a escolaridade eram elevadas. Assim, permitiu que deixasse a escola; em contrapartida, exigiu que o filho adquirisse com o pai (um notável crítico de cinema) alguma forma de educação alternativa para a vida, o amor e o crescimento pessoal. A condição para o filho deixar a escola era passar três noites por semana a ver um filme com o pai - aquilo a que chamaram O Clube de Cinema. O que se segue é um percurso de aprendizagem e formação invulgar, rico e comovente. Na companhia do pai - e através de filmes que vão desde "Os 400 Golpes", de François Truffaut, a "Instinto Fatal", de Paul Verhoeven, de "Crimes e Escapadelas", de Woody Allen, a "Há Lodo no Cais", de Elia Kazan - Jesse aprende poderosas lições acerca dos valores humanos e do sentido da vida. E David aprende aquilo de que tantos pais se apercebem demasiado tarde: que cada momento passado com o filho é uma oportunidade de crescimento para ambos".


Wook.pt - O Clube de Cinema



"Interestalar" de Crhistopher Nolan

É um filme épico de ficção científica, de Christopher Nolan, que  tem na relação entre pai e filha no centro da narrativa. Quando o piloto/engenheiro Cooper decide liderar uma missão espacial na esperança de encontrar um novo planeta para a Humanidade, teve que deixar os seus filhos para trás. No entanto, no espaço o tempo passa de maneira diferente para Cooper e para Murph, sua filha, na Terra. Murph cresce ressentida com o pai por tê-la abandonado e não ter assistido às principais fases e momentos da sua vida. O filme aborda a questão do sacrifício da unidade familiar em prol de uma família maior, a Humanidade.
Ter o "trailer" oficial aqui: https://www.youtube.com/watch?v=BYUZhddDbdc


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Pipocas para o filme, boa luz para a leitura.
Até Breve!!!!



18 março 2020

#Aliteraturacontinua #quarentenaliteraria

Em tempos de quarentena e de  #ficaremcasa, literatura e a cultura, continuam!
Vejam esta iniciativa da Fundação José Saramago: todos os dias é publicado um vídeo. Exemplo:

#Aliteraturacontinua com @afonsoreiscabral a ler Miguel Esteves

17 março 2020

Rotinas (também) de leitura recreativa.


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É difícil alterar rotinas. Exclui-se desta afirmação o período de férias. Aí, corpo e espírito, parecem ir preparando-se para a mudança de horários, de hábitos e automatismos. Antecipamos o momento e estamos preparados. Não é o caso.



Para os pais, professores e alunos de todos os ciclos, a pandemia trouxe-lhes sem aviso a alteração das rotinas diárias. Os pais estão em teletrabalho ou trabalho por turnos, os professores estão a trabalhar em casa (alguns nos estabelecimentos de ensino) tentando minorar por todos os meios a sua ausência da escola e os alunos estarão a realizar trabalho e estudo doméstico com afinco e dedicação.
Dizem os entendidos que, sendo transitório este período que atravessamos, convém não alterar radicalmente o que vinha sendo feito até aqui. Assim, levantar-se à mesma hora, fazer a higiene pessoal, tomar um bom pequeno almoço com uma agradável conversa familiar e e fazer o plano diário de atividades, ajudam a programar o dia e a ter objetivos. Estabelecer horários de estudo, de refeições, de diversão e relaxe, de exercício físico, de desconexão (telemóvel, redes sociais, videojogos) e dedicar um pouco de tempo à leitura, parece-nos um bom programa para o dia...

Para quem gosta de ler em formato digital, propomos para hoje um sítio onde podem encontrar muitas sugestões de leitura.
É só querer....








16 março 2020

Ideias de leituras e atividades


O que têm em comum o Castello di Rivoli Museo d’Arte Contemporânea, em Turim, o Museu do Chiado (de Arte Contemporânea), em Lisboa, o Museu do Prado, em Madrid, e o Metropolitan Museum, em Nova Iorque?
Contrariando as distâncias, estão todos na web e ensaiam novos discursos. 
(https://amusearte.hypotheses.org/6215?fbclid=IwAR06kb8zpFb3D-NFKCqt4lXY_R-T2cUuanKav0pZqlr9XMVR3poYfbJja9Y)


Ficar em casa (#ficaremcasa; #stayathome) tornou-se o tema destes estranhos dias. De repente, tomamos consciência de que o mundo é efetivamente global, enquanto os nossos universos pessoais se tornam infinitamente mais pequenos e confinados.
O mundo virtual está ao nosso alcance e, sem sairmos de casa, permite-nos aprender e alargar conhecimentos nas mais variadas áreas dos saber e nos mais diversos espaços geográficos, porventura em alguns onde nunca nos levarão as viagens da nossa vida.

Visitar o museu Gulbenkian, percorrer as salas, aproximar a visão das peças um dos melhores museus de Portugal, o Museu Calouste Gulbenkian, através das suas duas coleções, que nos transportam desde o Antigo Egito até aos dias de hoje; contemplar o património do nosso clube de futebol; visualizar o Convento/Palácio Nacional de Mafra em 3D; conhecer a História da rádio e da televisão em Portugal através do espólio guardado pela RTP; entrar no Museu da Presidência da República, ou Museu do fado, em Lisboa; ir a Itália conhecer a Capela Sistina e os Museus do Vaticano, ou o Museu Oscar Nyemeier em Curitiba, no Brasil; dar um "saltinho" a Paris e "entrar" no museu mais visitado do mundo, o Louvre; ver os dinossauros e acompanhar a história da terra no Museu de História Natural de Nova York; apreciar obras da antiga civilização mesopotâmica preservadas no Museu Nacional do Iraque; ir à Pinacoteca de Berlim ou de Munique, , ao museu do Automóvel,,... enfim as possibilidades são imensas, é sós fazer uma pesquisa, aceitar o desafio e partir em aventuras de descobertas e maravilhamentos.

"Nas últimas décadas, os museus e os sítios patrimoniais, como as bibliotecas, os teatros, as salas de concerto, têm vindo a experimentar e a realizar projetos digitais, ensaiando a comunicação virtual, não como alternativa, mas como complemento das suas ofertas convencionais.(Crane, Bamman, & Jones, 2008, s.p.). São as "Humanidades Digitais” !





27 fevereiro 2020

PRÉMIO JOSÉ ESTÊVÃO DE ARTILETRAS 2020

A imagem pode conter: texto

Está aberta a edição deste ano do Prémio José Estêvão de Artiletras promovido pelo nosso Agrupamento de Escolas José Estêvão.

O Prémo inclui este ano a novidade da extensão a dois novos escalões de concorrentes: o 4º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico e 2º Ciclo do Ensino Básico.

As modalidades a concurso são: Prosa (conto), Artes Pásticas e Fotografia sobre a temática "Património Artístico e Literário de Vasco Branco".

A data limite para entrega dos trabalhos é 27 de abril de 2020.

O Prémio José Estêvão de Artiletras é o continuador do Prémio Literário José Estêvão que, a existir nos mesmos moldes, faria neste ano 35 anos de existência.
Em boa hora o PLJE foi remodelado, abrangendo novas modalidades consentâneas com a realidade atual do agrupamento e novos escalões etários.
O Prémio foi ainda alargado ao público escolar dos distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria e Viseu e não apenas aos estabelecimento de ensino da cidade.

Para mais informações consultar o Regulamento do PJEA  na Biblioteca desta Escola e no "site" do AEJE,

www.aeje.pt





Correntes de escrita


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O Correntes d’ Escritas realizou-se na semana de 19 de fevereiro, na Póvoa de Varzim. Mais uma edição a aproximar quem escreve de quem lê.
Pepetela foi o vencedor do Prémio deste ano, com o livro "Sua Excelência de Corpo Presente".
Destacou-se no dia inaugural a sessão com Álvaro Siza Vieira
sobre "Arquitetura e Literatura "




A mesa do painel "Já não (se) salva a literatura" foi constuída por António Colinas (Espanha), Hélia Correia (Portugal), José Carlos Vasconcelos (Portugal), Álvaro Laborinho Lúcio (Portugal), Marta Bernardes (Portugal) e Germano Almeida (Cabo Verde).

Concurso Intermunicipal de Leitura

Decorreram no dia 5 de fevereiro as provas  do CIL. As prestações dos concorrentes foram de alto nível, tendo superado as expetativas  do júri, criando-lhes naturais dificuldades de seleção. Eis a lista dos apurados para a próxima fase:


1º ciclo – Leonor Rocha Neto (EB Barrocas)
Suplente – Luís Maria Marques da Costa (Colégio D. José I)

2º ciclo – Mariana Bernardo Borges (EB Aradas)
 Suplente – João Filipe da Paula Andrade (ES Jaime Magalhães Lima)

3º ciclo – Maria Beatriz J. Cunha (ES Jaime Magalhães Lima)
Suplente – João Francisco Rodrigues (EB Castro Matoso)

ES – Maria Eduarda da Costa Marques (ES José Estêvão)
Suplente – David Pinto (Escola Profissional de Aveiro)



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