11 maio 2023

Escola a Ler - "Leandro, o rei da Helíria"

 

 A obra trabalhada faz parte das Aprendizagens Essenciais do 7º ano: "Leandro, o rei da Helíria".

Os alunos foram convidados a ler individualmente  a obra com 3 meses  de antecedência e, depois, em grupos trabalharem um conjunto de cenas. 

Foram constituídas as equipas de trabalho e distribuídas as funções de cada uma. A tarefa era constituída por duas etapas: leitura e análise das cenas distribuídas por cada equipa e a representação artísticas dessas cenas

Para conhecerem algumas atividades e trabalhos sobre esta obra, apresentam-se alguns vídeos como exemplo. Mas há mais!

LIGAÇÕES: 

https://youtu.be/ibn-DJwhPEw

https://youtu.be/HsoMkSBFpH0

https://youtu.be/EXa5ZnmUzyM

29 setembro 2022

Novas entradas na Biblioteca Escolar - ES José Estêvão

 Algumas novidades na Biblioteca:

1- "Saudade: um conto para sete dias" de Claudio Hochman O tema da saudade ilustrado por vários artistas. Uma edição do Teatro Aveirense em português e espanhol.

2- "O meu corpo e eu" de Anita Naik. Um livro para adolescentes que ajuda a desvendar os mitos e ficções em torno das constantes mudanças que afetam o corpo feminino.

3-"O livro das escolhas cósmicas" de Orfeu Bertolami. Para os entusiastas do estudo do cosmos, astrofísica e ciências correlatas. A história do universo é a história das ideias, descobertas e técnicas que conduziram ao estado atual do conhecimento científico sobre o universo.

4- "Cacia e as suas tradições", edição do Grupo Folclórico de Cacia. Uma publicação que quer contribuir para a divulgação e salvaguarda dos usos e costumes do povo de Cacia. 

5- "As vidas dos outros" de Pedro Mexia. O autor "reuniu neste livro os seus exercícios num género pouco comum em Portugal: o ensaio erudito, em que a erudição entra como 'base' da reflexão moral e do divertimento culto". Texto curtos, variados e com muito humor.

6- "O osso da borboleta" de Rui Cardoso Martins. Romance. "...um homem escondeu-se do mundo. Fala com as pombas e os deusinho gregos, tem um Olimpo de vitrine". " 'O osso da borboleta' é um romance sobre um país que não encontra o seu lugar no mundo, (...) Comédia humana onde, apesar de tudo, o mal pode morrer e a vida continuar.

7- "Deciclopédia" de Gideon Haig. "Uma enciclopédia tão hilariante quanto informativa. Conhecimento agrupado em 10 (dez). Sabe quais são os dez mandamentos para pobres que não queiram continuar a sê-lo?

8- "Ensinar o Holocauto no séc. XXI" de Jean-Michel Lecomte, editado pelo Conselho da Europa. Trata-se de um livro de caráter didático que "...propõe aos professores um conjunto de conhecimentos que lhes permite construir uma progressão pedagógica".

9- "Novas crónicas da Boca do Inferno: inclui a crónica do IKEA a cores para montar" de Ricardo Araújo Pereira. " Um livro no qual a mais fina ironia e o humor requintado se juntal e resolvem não entrar."

10- "Sua senhoria" de Jaume Cabré. Romance. "...Em Barcelona, no ano de 1799, uma corte ociosa, corrupta e libertina prepara-se para receber um novo século. (...) "Num mirabolante caleidoscópio de aventuras, «Sua Senhoria» oferece-nos o retrato histórico de uma sociedade aristocrática de moralidade duvidosa."

26 setembro 2022

O podcast vai à escola

 

Lançado em março de 2021, o podcast de divulgação literária Dias Úteis conta já com mais de 400 episódios. A segunda temporada começa a 17 de Outubro e promete voltar à estrada, registando não apenas os grandes declamadores e os autores reconhecidos mas também chegar às escolas. É lá que queremos ajudar a trabalhar a leitura em voz alta, dar a conhecer os projectos organizados pelas escolas e bibliotecas escolares e tornar cada vez maior o acervo de poemas (e outros textos) lidos, disponíveis como complemento para o ensino da Língua Portuguesa e da Literatura.
Os episódios já publicados estão disponíveis em todas as plataformas de podcast, na página https://diasuteispodcast.podbean.com/ e em breve também no YouTube, para além de repetição posterior na Antena1/A.
Paralelamente, a Associação de Ideias tem disponível um conjunto de actividades para o público infanto-juvenil, bem como acções de formação para técnicos de educação e pais, que pode conhecer no site www.assdeideias.pt.
Uma das iniciativas que partiu do podcast é um espetáculo ao vivo, nomeadamente a homenagem a José Saramago, com piano de Marco Figueiredo e vozes de José Carlos Tinoco, Ana Cristina Pereira e Filipe Lopes.
Caso queira saber mais ou que o Dias Úteis vá à sua escola, não hesite em contactar através dos endereços diasuteispodcast@gmail.com ou cultiv@assdeideias.pt.

14 junho 2022

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 81

 

«Uma porta é, ao mesmo tempo, uma abertura e aquilo que a fecha. Nos romances e na vida, pessoas e personagens gastam algum do seu tempo a entrar e sair de casa ou de outros lugares. É um ato  banal, pensa-se, um movimento que não costuma merecer reparo ou registo particular. Que eu me lembre, só o mais literário dos pintores (Magritte) observou a porta e a passagem por ela com olhos surpreendidos e talvez inquietos. As portas de Magritte, abertas ou entreabertas, não garantem que do outro lado esteja ainda o que lá tínhamos deixado»

“Manual de Pintura e Caligrafia”

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 82

 

«SOMOS NÓS O SOL»

Manual de Pintura e Caligrafia”

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 80

 

«Tem já destino a tela que pus no cavalete. Para o retrato de M. é ainda cedo, mas o meu tempo chegou. Amadureceu a tela (…), amadureceu, se pode, o espelho (…), amadureci eu (…). Olho-me na superfície polida, ainda fechados os tubos, secos os pincéis que há semanas se cobrem de pó. Olho-me ao espelho, não distraído, não de passagem solta, mas atento, avaliando, medindo a profundidade do golpe que vou dar. Um pincel, senhores (…), um pincel é assim como um bisturi»

“Manual de Pintura e Caligrafia”

13 junho 2022

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 79

 

«Lendo, fica-se a saber quase tudo, Eu também leio, Algo portanto saberás, Agora já não estou tão certa, Terás então de ler de outra maneira, Como, Não serve  a mesma para todos, cada um inventa a sua, a que lhe for própria, há quem leve a vida inteira a ler sem nunca ter conseguido ir mais além da leitura, ficam pegados à página, não percebem que as palavras são apenas pedras postas a atravessar a corrente de um rio, se estão ali é para que possamos chegar à outra margem, a outra margem é que importa.»

“A Caverna”

07 junho 2022

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 78

 

«Os homens e as mulheres, estes seguirão o seu caminho, que futuro, que tempo, que destino. A vara de negrilho está verde, talvez floresça no ano que vem»

“ A Jangada de Pedra”

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 77


 «Não é bom olhar para o passado. O passado é aquele armário dos esqueletos de que falam os ingleses, gente discreta, de pouco sol e ainda menos alvoroço. Mas às vezes a memória, por caminhos que nem sabemos explicar, traz para o dia que se está vivendo imagens, cores, palavras e figuras.»

 “O amola-tesouras”, in: “Deste Mundo e do Outro”

02 junho 2022

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 76


«As palavras são assim, disfarçam muito, vão-se juntando umas com as outras, parece que não sabem aonde querem ir, e de repente, por causa de duas ou três, ou quatro que de repente saem, simples em si mesmas, um pronome pessoal, um advérbio, um verbo, um adjetivo, e aí temos a comoção a subir irresistível à superfície da pele e dos olhos, às vezes são os nervos que não podem aguentar mais, suportaram muito, suportaram tudo, era como se levassem uma armadura, diz-se A mulher do médico tem nervos de aço, e afinal a mulher do médico está desfeita em lágrimas por obra de um pronome pessoal, de um advérbio, de um verbo, de um adjetivo, meras categorias gramaticais, meros designativos, como o são igualmente as duas mulheres mais, as outras, pronomes indefinidos, também eles chorosos, que se abraçam à da oração completa, três graças nuas sob a chuva que cai.»

“Ensaio sobre a Cegueira”

26 maio 2022

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 74

 

«Afinal, que viajar é este? Dar uma volta por esta cidade (…) e, isto feito, marcar uma cruz no mapa, meter rodas à estrada, e dizer, como o barbeiro enquanto sacode a toalha: «O senhor que se segue.» Viajar deveria ser outro concerto, estar mais e andar menos, talvez até se devesse instituir a profissão de viajante, só para gente de muita vocação, muito se engana quem julgar que seria trabalho de pequena responsabilidade, cada quilómetro não vale menos que um ano de vida.»

“Viagem a Portugal”

17 maio 2022

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 73

 

«também nós, leitores, precisamos de aprender “que, por detrás desta vida desgraçada que os homens levam, há um grande ideal, uma grande esperança. Aprendi [Silvestre] que a vida de cada um de nós deve ser orientada por essa esperança e por esse ideal. E que se há gente que não sente assim, é porque morreu antes de nascer.»

documentário “José e Pilar”, de Miguel Gonçalves Mendes

10 maio 2022

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 72

 

«Nós (escritores)  vivemos desassossegados, e escrevemos para desassossegar. Não queremos leitores tranquilos, não queremos leitores conformados, não queremos leitores resignados. Eu não quero viver do dinheiro desses leitores. Quero viver do dinheiro dos outros leitores.»

documentário “José e Pilar”, de Miguel Gonçalves Mendes

05 maio 2022

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 71

 

«Maio é o mês das flores. Vai o poeta em seu caminho, à procura das boninas de que ouviu falar, e se não lhe sai ode ou soneto, há de sair quadra, que é o saber mais comum.»

In “Agenda da INCM”



03 maio 2022

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 70

 

«A verdade é que duvido mesmo que se possa falar de literatura como duvido, com mais razões, que se possa falar de pintura ou que se possa falar de música. É claro que se pode falar de tudo (…), seria absurdo pretender reduzir ao silêncio aqueles que escrevem, (…), como se a obra em si já contivesse tudo quanto é possível dizer e que tudo o que vem depois não fosse mais do que interminável glosa. Não é isso. Acontece, no entanto, que por vezes experimento o desejo de limitar-me a uma muda contemplação diante de uma obra acabada, pela consciência que tenho de que, de certa maneira, nos domínios da arte e da literatura, estamos lidando com aquilo a que damos o nome de inefável.»


“A Estátua e a Pedra”

26 abril 2022

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 69

 

«A vida é assim, faz-se muito de coisas que acabam, Também se faz de coisas que principiam, Nunca são as mesmas.»


“A Caverna”

14 abril 2022

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 68

 

«Quando ouvir falar no homem, lembre-se dos homens. O Homem com H grande, como às vezes leio nos jornais, é uma mentira, uma mentira que serve de capa a todas as vilanias. Toda a gente quer salvar o Homem, ninguém quer saber dos homens.»

“Claraboia”

24 março 2022

SARAMAGO, CEM ANOS, CEM CITAÇÕES - 67

«Ninguém sabe nada de si antes da ação em que tiver que empenhar-se todo. Não conhecemos a força do mar enquanto ele não se move. Não conhecemos o amor antes do amor.»

“Deste Mundo e do Outro”

09 março 2022